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Qual tipo de música devo levar às crianças?


Basta apertar o play em uma música que o corpo já começa a se movimentar naturalmente. Seja apenas batendo palmas, mexendo os dedos ou balançando a cabeça, o nosso corpo tem uma tendência natural a reverberar ao ritmo de alguns tipos de músicas. A música atua em diversas áreas do cérebro, estimulando intensamente o nosso córtex motor e, desta forma, é quase inevitável se mexer. Mas quais as músicas mais adequadas para se apresentar às crianças?

Há uma tendência forte de se achar que música de criança é diferente de música de adulto e, com isso, levar aos pequenos apenas o repertório produzido especificamente para esta faixa-etária. O repertório produzido para as crianças é riquíssimo e envolve diversos compositores e bandas muito competentes, com letras ricas e histórias cantadas para lá de divertidas, mas por outro lado, não é somente este repertório que pode enriquecer a imensa diversidade de sonoridades que os nossos pequenos poderiam escutar. Isso se deve ao fato de que há uma estética – uma forma de fazer e de soar – que é característico nestes compositores e nestas bandas. A temática das músicas gira sempre em torno de algo lúdico como, por exemplo, animais e assuntos infantis. Esta sonoridade característica junta a estas temáticas quase redundantes fazem do repertório voltado especificamente aos pequenos meras padronizações. Isto sem falar das músicas que não trazem o mínimo de uma narrativa ou letra construtiva e que só parodiam melodias já existentes.

Com isso chegamos novamente à pergunta: mas e aí? O que fazemos? E a resposta é simples: apresente aos pequenos as tais músicas de adultos. Não é porque elas tem sonoridades diferentes e letras mais complexas que os pequenos não podem conhecer e gostar. Já conheci crianças que cantavam letras de rock internacional e até de mpb inteiras e, muitas vezes, não sabiam o mínimo do que significavam. Isso acontece porque a letra em si constitui apenas uma parcela do que é o encanto da música. A melodia (que é aquela linha que tocamos quando assobiamos, por exemplo) e o ritmo (da bateria, percussão ou mesmo eletrônico) também tocam profundamente a alma das crianças e as fazem sentirem boa parte do que a música quer expressar. Mesmo sem muito conhecimento da letra, a criança pode mergulhar em um universo totalmente mágico e único apenas aproveitando outras características de diversas músicas, sem contar a imensidão de sonoridades novas que ela vai conhecer para muito além daquelas características do repertório infantil. Se você demonstrar paixão pelo repertório que está propondo aos pequenos – apresentando músicas que fizeram parte de sua vida, por exemplo – a chance de eles se envolverem afetivamente com este repertório é muito maior. Então fica a dica: mostre o máximo de sonoridades que você puder aos pequenos. Desta forma, no futuro, ele terá um leque maior de opções para definir os seus gostos pessoais.

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